As tarifas anunciadas pelos EUA passaram a atingir 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Eis a íntegra (PDF – 285 kB).
Ao todo, 16,5% das exportações brasileiras para os EUA estão sujeitas ao acúmulo das duas tarifas. Outros 4,7% enfrentam apenas a tarifa de 12,5%, enquanto 1,9% são afetados exclusivamente pela sobretaxa de 25%.
O percentual resulta da combinação de duas investigações conduzidas pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da legislação comercial dos EUA: uma voltada ao Brasil e outra relacionada ao combate ao trabalho forçado em cadeias globais. As medidas foram anunciadas em 15 e 23 de julho.
PRODUTOS AFETADOS
Entre os produtos sujeitos às duas sobretaxas estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, madeira e confecções.
O açúcar brasileiro foi incluído apenas na tarifa de 25%, enquanto minérios, pescados, óleos essenciais e obras de gesso ficaram sujeitos exclusivamente à sobretaxa de 12,5%.
Segundo o Mdic, 52,7% das exportações brasileiras aos EUA permanecem fora das novas medidas, mantendo apenas as tarifas ordinárias de importação. Nessa parcela estão produtos como café, carnes, aeronaves, celulose, suco de laranja e frutas.
EXPORTAÇÕES PARA OS EUA RECUAM
A ampliação das barreiras comerciais se dá em um contexto de redução das exportações brasileiras para os EUA.
