A apresentação do Projeto de Lei 3.612/2026, também chamado de "PL dos Games Vivos", colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre preservação de jogos eletrônicos. Inspirada no movimento internacional Stop Killing Games, a proposta busca estabelecer regras para o encerramento de serviços online, aumentar a transparência na venda de jogos digitais e criar mecanismos para preservar títulos que deixarem de ser comercializados.
Apesar da recepção positiva de parte da comunidade gamer e da união de políticos para acelerar o projeto, o texto também despertou preocupações. Nas redes sociais, alguns jogadores passaram a especular que empresas como PlayStation, Xbox, EA e Ubisoft poderiam abandonar o mercado brasileiro caso a legislação fosse aprovada, repetindo discussões que já surgiram durante a tramitação de outras leis voltadas ao setor digital.
No entanto, especialistas ouvidos pelo Voxel consideram esse cenário improvável. Para eles, o projeto cria obrigações semelhantes às já existentes em outras partes do mundo e dialoga principalmente com direitos do consumidor, sem impor exigências que inviabilizem a atuação das grandes publishers no país.
Especialistas descartam saída das empresas do Brasil
Um dos idealizadores do projeto, Márcio Filho, presidente da Associação de Criadores de Jogos do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ), afirma que não vê motivos para acreditar que as desenvolvedoras abandonariam o Brasil caso a proposta avance.
