O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta sexta-feira (24) que as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos em julho alcançam, de forma combinada, 23,1% das exportações brasileiras ao país. Outros 24,2% estão sujeitos a tarifas específicas aplicadas com base na Seção 232 da legislação norte-americana. Segundo a pasta, 52,7% das vendas brasileiras aos EUA permanecem submetidas apenas às tarifas ordinárias daquele mercado.
De acordo com o MDIC, 1,9% das exportações brasileiras aos Estados Unidos são atingidas apenas pela tarifa adicional de 25% da Seção 301-Brasil, grupo que inclui, entre outros produtos, o açúcar. Outros 4,7% são alcançados exclusivamente pela sobretaxa de 12,5% da Seção 301 aplicada aos 60 maiores parceiros comerciais, faixa em que aparecem minérios, óleos essenciais, produtos de perfumaria e pescados.
A maior parcela dentro do grupo afetado, de 16,5%, está sujeita simultaneamente às duas medidas e, por isso, enfrenta sobretaxa acumulada de 37,5%. Nessa categoria estão máquinas e equipamentos, vários tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
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O ministério informou ainda que 24,2% das exportações brasileiras se enquadram em tarifas específicas da Seção 232, aplicadas, em regra, a todos os países.
