O Brasil registrou o maior aumento na tarifa efetiva cobrada pelos Estados Unidos entre os principais parceiros comerciais do país, segundo análise publicada pelo Financial Times nesta 6ª feira (24.jul.2026).
A alíquota incidente sobre produtos brasileiros passou de 11% para 17,7%, conforme levantamento da Global Trade Alert (GTA), organização independente de monitoramento do comércio global.
O aumento vem no contexto da reformulação tarifária implementada pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano), que passou a valer nesta 6ª feira. Em 15 de julho, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) anunciou um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Em alguns casos, as tarifas podem chegar a 37,5%.
Brasil e Ásia perdem, mas Europa avança
Enquanto o Brasil registrou a maior alta, países europeus emergiram como vencedores relativos do novo regime. Ainda de acordo com a reportagem, as taxas efetivas para Bélgica, Espanha e Itália caíram entre 1 e 1,5 p.p. França, Reino Unido e Alemanha também viram suas tarifas recuar, segundo a GTA.
“As taxas sobem, principalmente no Brasil, mas também na China. Em geral, caem para os europeus, ainda que ligeiramente”, disse Johannes Fritz, diretor executivo da Global Trade Alert.
O desempenho europeu favorável se explica pela composição das exportações desses países para os EUA e pelo aproveitamento de isenções para produtos como diamantes, cortiça e ferro-gusa.
