Uma nova combinação de imunoterapias aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode mudar o tratamento do mieloma múltiplo, um tipo de câncer do sangue que, embora ainda não tenha cura, costuma apresentar recaídas ao longo da vida. Em estudo clínico internacional, o tratamento reduziu em 83% o risco de progressão da doença ou morte em comparação com as terapias padrão e manteve oito em cada dez pacientes vivos e sem avanço do câncer após três anos.
A CNN Brasil acompanhou, nesta quinta-feira (23), um evento promovido pela Johnson & Johnson, em São Paulo, que reuniu especialistas e pacientes para discutir os avanços da nova terapia e o cenário do mieloma múltiplo no Brasil.
A aprovação da Anvisa permite o uso da combinação entre teclistamabe e daratumumabe – que ficou conhecido como “Tec-dara” em pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou refratário que já tenham recebido pelo menos uma linha de tratamento. O Brasil se tornou o segundo país do mundo a autorizar essa estratégia terapêutica.
Os resultados são baseados no estudo de fase 3 MajesTEC-3, o primeiro ensaio clínico desse porte com um anticorpo biespecífico para mieloma múltiplo. Além da redução de 83% no risco de progressão da doença ou morte, a pesquisa mostrou taxa de sobrevida global de 83,3% após três anos de acompanhamento.
