Duas pequenas empresas americanas contestaram na sexta-feira (24) a mais recente rodada de tarifas do presidente Donald Trump sobre produtos de 60 parceiros comerciais, alegando que a nova política, assim como a maioria das tarifas anteriores de Trump, extrapola a autoridade do presidente para taxar importações.
O processo, apresentado no tribunal comercial dos EUA em Nova York, argumenta que as novas tarifas exigem conclusões mais detalhadas e específicas para cada país sobre o “trabalho forçado” para serem legalmente justificadas.
As duas pequenas empresas, apoiadas por uma organização jurídica sem fins lucrativos que obteve sucesso em processos anteriores contra tarifas, argumentaram que o presidente está tentando reimpor tarifas que já foram consideradas ilegais pela Suprema Corte dos EUA.
Na sexta-feira, o governo Trump impôs novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia, sob a alegação de que esses países não estavam fazendo o suficiente para impedir a exportação de produtos fabricados com trabalho forçado. As novas tarifas entraram em vigor logo após o vencimento de uma tarifa global temporária de 10%.
Trump fez das tarifas um pilar central de sua política externa, usando-as como moeda de troca para negociar acordos comerciais em todo o mundo.
