As cotações dos principais grãos encerraram a semana em direções diferentes na Bolsa de Chicago, nesta sexta-feira (24). A soja avançou impulsionada pela preocupação com o clima nas áreas produtoras dos Estados Unidos e pelo aumento da demanda chinesa.
O contrato da oleaginosa com vencimento em dezembro fechou a sessão cotado a US$ 12,53 por bushel, com avanço de 0,78%. O mercado foi influenciado pelas previsões de pouca chuva para os próximos sete dias no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, justamente em um momento em que as lavouras atravessam a fase de floração.
Outro fator de sustentação veio da demanda internacional. Relatos de compras chinesas de soja americana para embarques no último trimestre do ano ajudaram a manter o movimento de alta, mesmo após o anúncio de novas tarifas pela Casa Branca.
Segundo o analista da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, a China adquiriu cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana, acumulando aproximadamente 2 milhões de toneladas já contratadas para a temporada 2026/27.
“O clima continua sendo um risco importante. Se a previsão de chuvas abaixo da média continuar e o petróleo permanecer em níveis elevados, soja e milho devem seguir sustentados na próxima semana”, afirmou Fernandes.
Milho
O milho fechou praticamente estável, sustentado pelas previsões de tempo seco durante o período de polinização.
