O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos antes das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, em Brasília, a avaliação ouvida pelo Poder360 nesta 6ª feira (24.jul.2026) é que ainda é necessário concluir os estudos técnicos sobre os impactos do tarifaço antes de decidir pela adoção da medida.
Além disso, auxiliares do presidente consideram que não haveria tempo hábil para negociar com os setores afetados antes da votação.
Há uma diferença entre acionar e implementar a reciprocidade:
acionar é disparar os mecanismos da lei para começar o levantamento de possíveis alvos;
implementar é aplicar de fato uma tarifa retaliatória ou outra medida contra os americanos.
O governo já deu o 1º passo. A nota oficial publicada depois do anúncio da tarifa adicional de 12,5% informou que o instrumento seria acionado de imediato. Leia a íntegra da nota do governo (PDF – 163 kB).
A decisão sobre usar ou não o mecanismo viria depois.
O governo avalia que os Estados Unidos também devem esperar o resultado da eleição brasileira antes de definir os próximos passos da relação bilateral. Isso inclui a possibilidade de uma nova rodada do tarifaço.
Do lado brasileiro, a mesma lógica vale: não faz sentido antecipar uma reciprocidade que pode ficar defasada diante de um cenário político ainda indefinido em Brasília e em Washington.
