A Oi tenta obter autorização da Justiça para vender cabos aéreos de cobre à R.Log, empresa sediada em Belo Horizonte. O acordo pode render até R$ 95 milhões e faz parte das medidas emergenciais adotadas pela operadora diante do risco de seu caixa se esgotar em agosto.
O contrato foi firmado em março, mas recebeu questionamentos sobre o preço definido para o material. O impasse está sob análise da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo segundo processo de recuperação judicial da companhia.
O observador judicial do processo pediu explicações sobre o valor líquido de R$ 9,50 por kg e a quantidade total de metal que será vendida. Os questionamentos também receberam apoio do Ministério Público.
A gestão judicial da Oi afirmou nesta semana que ainda não consegue determinar o volume exato de cobre disponível. A estimativa inicial é de 10 mil toneladas, mas a quantidade definitiva só será conhecida após a retirada e a pesagem dos cabos.
Oi explica preço abaixo da cotação internacional
O preço acertado com a R.Log está distante da cotação do cobre puro na London Metal Exchange. O metal refinado tem sido negociado por cerca de US$ 13,5 mil por tonelada, o equivalente a aproximadamente R$ 68 por kg com o câmbio atual.
A Oi argumenta, porém, que essa cotação não serve como parâmetro para o contrato. A operação envolve sucata de cabos instalados em postes, e não cobre refinado pronto para comercialização no mercado internacional.
