A Intel reportou nesta quinta-feira (23) o resultado trimestral mais forte em quase 15 anos, com receita de US$ 16,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 25,4% em relação ao ano anterior. O número superou a estimativa de analistas consultados pela LSEG, de US$ 14,42 bilhões, segundo Reuters e CNBC.
O lucro ajustado por ação também ficou acima do esperado. Foram 42 centavos de dólar, contra a previsão de 21 centavos.
As ações da fabricante de chips subiram 5,2% após a divulgação do balanço, de acordo com a Reuters, embora tenham recuado durante o pregão de sexta-feira, caindo mais de 4%.
Para o terceiro trimestre, a Intel projeta receita entre US$ 15,8 bilhões e US$ 16,8 bilhões, acima da média de US$ 15,1 bilhões esperada pelo mercado. O lucro ajustado por ação previsto é de 38 centavos, também superior à estimativa de 27 centavos.
O que está por trás do resultado
O avanço da Intel está ligado à demanda por infraestrutura de inteligência artificial, principalmente pela chamada IA agêntica, em que sistemas autônomos executam tarefas como programação sem intervenção humana constante. Esse movimento tem elevado os pedidos por processadores de data center.
A receita da divisão de data center e IA somou US$ 6,26 bilhões no trimestre, um salto de 59% na comparação anual.
O CFO David Zinsner afirmou que a empresa está com restrição de oferta, já que os clientes de data center pedem mais chips do que a Intel consegue produzir no momento.
