O governo federal ampliou de R$ 4,1 bilhões para R$ 10,8 bilhões a margem para cumprir a meta fiscal de 2026, considerando o limite inferior estabelecido pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), de deficit de até 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto). Com isso, não será necessário contingenciar despesas e houve redução em R$ 5,7 bilhões no bloqueio do Orçamento, que passou de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.
Os dados foram apresentados nesta 6ª feira (24.jul.2026) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e pela secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
“Temos uma margem para efeito de cumprimento da meta de R$ 10,8 bilhões, uma melhora de quase R$ 7 bilhões em relação ao relatório anterior. Estamos R$ 10,8 bilhões acima do limite inferior da meta, de maneira que não há contingenciamento”, disse Moretti.
O ministro afirmou que a melhora decorre da combinação entre o aumento das receitas e a redução da projeção das despesas obrigatórias. Segundo ele, o resultado permite manter o cumprimento da meta fiscal sem necessidade de novos contingenciamentos e autoriza um desbloqueio parcial das despesas discricionárias.
REVISÃO REDUZ BLOQUEIO DO ORÇAMENTO
De acordo com Moretti, a principal revisão ocorreu nas despesas com pessoal.
