Gustavo Cortes, sócio e gestor de private credit da Vinci Compass, afirmou, nesta 6ª feira (24.jul.2026), que os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) podem ser resilientes mesmo em cenários de crise, por conta da estrutura de proteção por diferentes classes de risco. A declaração foi dada no painel “Desintermediação bancária: o futuro do financiamento das empresas”, na Expert XP 2026, em São Paulo.
“Quando você combina um lastro de risco baixo com um investimento numa cota sênior que é protegida pela cota subordinada, a combinação é um instrumento extremamente resiliente e que já foi testado, e eu diria até em cenários mais adversos do que o atual, né?”, disse Cortes.
FIDCs são fundos que compram direitos de crédito de empresas, como duplicatas, cheques ou parcelas de vendas a prazo, transformando esses recebíveis em ativos financeiros.
Segundo Cortes, a divisão dos FIDCs em cotas sênior, mezanino e subordinada permite diferentes níveis de risco e retorno para os investidores. Ele afirmou que a classe sênior tem maior previsibilidade por contar com a proteção da subordinação, enquanto as demais assumem mais risco em busca de retornos mais elevados.
“Então, a sênior, ela é protegida por um colchão de subordinação, que geralmente é a classe que o originador e o cedente retêm o risco e têm mais retorno, né? Ele amortece qualquer inadimplência que tenha na carteira”, afirmou o gestor de private credit da Vinci Compass.
