A tarifa aplicada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros passou por uma sequência de mudanças desde abril e terminou com um sistema que combina uma alíquota geral de 12,5%, tarifas setoriais de 25% e isenções para aproximadamente 2.000 produtos.
Parte das exportações brasileiras pagará apenas 12,5%, enquanto outros itens estarão sujeitos à cumulatividade, com uma tributação de 37,5%.
Na 5ª feira (24.jul.2026), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a nova tarifa de 12,5% representa um “mero expediente” para substituir a cobrança anterior, derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos.
De acordo com ele, a nova medida alcança aproximadamente 99% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano e não tem justificativa comercial.
Na 4ª feira (22.jul.2026), entrou em vigor nova sobretaxa de 25% para alguns produtos. O governo norte-americano publicou o resultado da investigação comercial que apontou trabalho forçado em 60 países. A decisão estabeleceu uma tarifa geral de 12,5% para os produtos brasileiros, substituindo, na prática, a tarifa recíproca de 10%.
A alegação dos EUA é de que os países afetados pelas novas tarifas de 12,5% se valem de “trabalho forçado” na produção de itens que depois são vendidos no mercado norte-americano com preços menores.
Na visão do governo dos EUA, tal prática causa uma assimetria comercial a favor dos produtores brasileiros, que têm custos mais baixos por causa do “trabalho forçado”.
