O governo federal reduziu em R$ 5,7 bilhões o bloqueio de despesas do Orçamento de 2026, que passa de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.
Os dados foram apresentados pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e pela secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, nesta 6ª feira (24.jul.2026), durante a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º bimestre. Eis a íntegra (PDF - 784 kB).
O relatório também indica melhora no cenário fiscal. A margem para o cumprimento da meta de resultado primário aumentou de R$ 4,1 bilhões para R$ 10,8 bilhões, considerando o limite inferior da meta estabelecida para 2026. Com isso, não haverá necessidade de contingenciamento de despesas.
Esta é a 3ª revisão bimestral das contas públicas em 2026. No relatório do 1º bimestre, o governo bloqueou R$ 1,6 bilhão em despesas discricionárias. Já na avaliação do 2º bimestre, o bloqueio foi ampliado em R$ 22,1 bilhões, elevando o total para R$ 23,7 bilhões. Agora, a nova revisão reduziu essa necessidade em R$ 5,7 bilhões, mantendo R$ 17,9 bilhões congelados.
Redução do bloqueio
Segundo o relatório, a redução decorre da queda na projeção das despesas obrigatórias sujeitas ao limite de gastos. As despesas primárias submetidas ao arcabouço fiscal passaram de R$ 2,416 trilhões para R$ 2,411 trilhões, enquanto o limite de despesas permaneceu em R$ 2,393 trilhões.
