EUA justificam novas tarifas ao Brasil com suposto trabalho forçado; entenda
O anúncio da nova tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos aumentou a pressão sobre a indústria brasileira. Enquanto o agronegócio ficou quase de fora dos impactos do tarifaço, a indústria foi a mais afetada e, por isso, cobra agilidade do governo federal.
O pedido do setor é negociar diretamente com os americanos, descartando qualquer tentativa de responder na mesma moeda por meio da Lei da Reciprocidade. Com o novo anúncio, o imposto total cobrado sobre determinados produtos brasileiros exportados pode chegar a 37,5%.
Veja os principais itens isentos da nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado
Mas o Palácio do Planalto afirmou nesta sexta-feira (24) que a medida tem "caráter completamente arbitrário e injustificado". Por isso, o governo iniciará "imediatamente" os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
A nova cobrança foi anunciada pelo órgão de comércio dos EUA. O governo americano alegou que o Brasil não tem leis rigorosas o suficiente para proibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado e aplicou taxa adicional de 12,5% ao país.
'Brasil precisa agir com firmeza': setor produtivo pede negociação e rapidez após nova tarifa de até 37,5%
