Uma pesquisa de doutorado da Universidade de São Paulo (USP) propôs um novo sistema para classificar organismos capazes de sobreviver em ambientes com grande concentração de sal. O trabalho foi desenvolvido pela cientista molecular Ana Paula Schiavo, no Instituto de Química da universidade, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O estudo (leia aqui) analisou microrganismos encontrados em uma região de Diamantina (MG) com solo rico em ferro, considerada um ambiente semelhante a determinadas condições presentes em Marte. A investigação buscou compreender como formas de vida microscópicas podem resistir simultaneamente à alta salinidade e à radiação ultravioleta intensa.
A proposta surgiu diante da falta de um padrão aceito pela comunidade científica para definir diferentes grupos de extremófilos, organismos adaptados a condições consideradas severas para a maioria dos seres vivos. A nova classificação usa critérios estatísticos baseados no crescimento ideal das espécies em diferentes níveis de salinidade.
Novo critério busca organizar estudos sobre organismos halofílicos
Os chamados halófilos fazem parte do grupo dos extremófilos e são organismos associados a ambientes com elevada quantidade de cloreto de sódio.
