Uma nova tarifa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos contra 60 países, incluindo o Brasil, entrou em vigor nesta sexta-feira (24). Com a medida, alguns produtos brasileiros passam a ser tributados em até 37,5% no total, somando-se à tarifa de 25% já anteriormente anunciada.
Em entrevista ao Live CNN desta sexta-feira (24), o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral explicou o contexto e as diferenças entre as sucessivas rodadas de tarifação impostas pelos Estados Unidos desde o início do governo Trump.
“No ano passado, os Estados Unidos usaram a Lei de Emergência Econômica, a Suprema Corte derrubou, eles colocaram a seção 132, que só vale durante 150 dias, que cai amanhã (sábado, 25) e, por conta disso, foi substituída por essa seção 301 de trabalho forçado”, explicou.
Nova tarifa dos EUA atinge mais de 3 mil itens, segundo Amcham
Brasil classifica de arbitrária e injustificada nova tarifa dos EUA
UE e Austrália buscam por resolução para novas tarifas dos EUA
Com a nova medida em vigor, o Brasil passa a conviver com uma estrutura tarifária variada.
Há produtos que já estavam sujeitos à tarifa de 25% e que agora acumulam 37,5%. Outros itens ficam apenas com a tarifa de 25% ou com a tarifa de 12,5%, enquanto alguns permanecem com alíquota zero. “São várias situações diferentes”, resumiu Barral.
Entre os produtos que sofrerão a taxação acumulada de 37,5% estão os manufaturados, como vinho, máquinas e equipamentos, produtos químicos, calçados e têxteis.
