Uma autópsia não encontrou sinais de violência na morte do recrutador de modelos Daniel Siad, que tinha vínculos com Jeffrey Epstein, magnata e criminoso sexual condenado dos Estados Unidos, informaram promotores franceses nesta sexta-feira (24).
Siad, de 69 anos, foi achado morto em sua casa em Colombes, a noroeste de Paris, em 20 de julho.
“Não foram encontrados vestígios de violência recente potencialmente ligada à morte“, afirmou a promotoria de Nanterre em um comunicado, acrescentando que a autópsia, realizada em 23 de julho, não determinou uma causa direta para o óbito.
O exame revelou, no entanto, problemas de saúde e vestígios de um infarto anterior, acrescentaram os promotores.
Exames toxicológicos e patológicos para determinar a causa da morte ainda estão pendentes.
O nome de Siad apareceu quase 2.000 vezes em documentos sobre Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Investigadores franceses o colocaram sob vigilância especial como parte de uma ampla investigação sobre tráfico de pessoas e fraude fiscal, mas não encontraram provas suficientes para detê-lo.
Em maio, Siad disse à emissora francesa BFM que sua relação com Epstein havia sido estritamente profissional.
A advogada dele, Menya Arab-Tigrine, disse nesta semana que os investigadores não encontraram provas que justificassem a prisão de Siad, o que significa que promotores e a polícia não concluíram que ele havia cometido um crime.
