Empresas de tecnologia como SpaceX e Blue Origin enfrentam críticas de organizações ambientais e especialistas após apresentarem planos para instalar centros de dados em órbita. As propostas dependem de autorizações da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC).
A preocupação central envolve a possibilidade de milhões de satélites liberarem resíduos e compostos químicos na atmosfera durante lançamentos, operações e destruição ao fim da vida útil. Entidades pedem uma análise aprofundada dos impactos antes da aprovação de novos projetos.
A petição apresentada nos Estados Unidos solicita que a FCC suspenda novas licenças para essas estruturas espaciais até que sejam avaliados possíveis danos ao clima, à camada de ozônio, à astronomia e aos ecossistemas terrestres.
Especialistas apontam riscos de uma nova era de ocupação orbital
A expansão dos chamados centros de dados espaciais ocorre em meio ao crescimento acelerado das constelações de satélites comerciais. Empresas de tecnologia passaram a considerar a instalação de infraestrutura computacional fora da Terra após enfrentarem resistência pública aos grandes centros de processamento construídos no solo.
A proposta, porém, despertou questionamentos sobre os efeitos ambientais de uma quantidade muito maior de equipamentos em órbita.
