O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou na quinta-feira (23), que o governo segue comprometido com o ajuste fiscal e que a estabilização da relação da dívida pública com o PIB (Produto Interno Bruto) é a “última milha” desse debate.
“Tem uma última milha a ser buscada, que vai exigir que a gente siga consolidando o fiscal, cortando gasto desnecessário, fazendo com que o gasto público seja eficiente, e recompondo a base tributária”, disse Durigan.
Ele também acrescentou que o governo deve passar a registrar superávits primários entre 2028 e 2029, até a dívida pública começar a cair a partir de 2030.
Ainda sobre a questão fiscal, Durigan destacou que as previsões de arrecadação do governo com o petróleo vêm subindo e que foi um pedido do presidente Lula fazer com que esse ganho seja “socializado”.
Nesse sentido, Durigan destacou que políticas de recomposição da renda das famílias e subsídios aos combustíveis não possuem impacto fiscal significativo justamente por virem majoritariamente do aumento das receitas com petróleo.
“Com o aumento que nós estamos vendo da arrecadação, nós vamos pagar esses subsídios”, disse.
Na avaliação do chefe da Fazenda, parte importante do recente aumento da dívida pública decorre dos níveis da taxa básica de juros, a Selic.
“A dívida sobe por conta dos juros, porque o resultado primário, que é o que o governo arrecada e gasta em termos de fiscal, isso nós zeramos desde 2024”, afirmou.
