E se fosse possível remover parte dos sinais deixados pelo envelhecimento nos tecidos? Uma equipe de cientistas desenvolveu uma enzima que conseguiu eliminar compostos ligados ao desgaste celular em testes com amostras humanas.
O estudo, publicado na revista Nature Communications, apresenta a CMLase, uma enzima criada para reduzir os produtos finais de glicação avançada (AGEs), substâncias acumuladas no organismo ao longo dos anos.
Pesquisa muda foco: reparar em vez de apenas prevenir
O envelhecimento do corpo envolve diversas alterações químicas. Entre elas está o acúmulo dos AGEs, formados quando açúcares interagem com proteínas e gorduras presentes no organismo.
O processo lembra o que acontece quando um bolo fica dourado após assar. Com o tempo, esses compostos deixam estruturas como o colágeno mais rígidas e estão associados a inflamações relacionadas a doenças cardíacas, problemas nos olhos, doenças renais e diabetes.
Durante anos, cientistas tentaram criar medicamentos capazes de impedir a formação dos AGEs, mas os resultados foram limitados. A nova estratégia segue outro caminho: remover os compostos depois que eles já se instalaram nos tecidos.
“O envelhecimento é muito complicado. É um pequeno passo nessa direção maior”, afirmou Aaron Cravens, fundador e CEO da Revel Pharmaceuticals e autor principal do estudo.
