Os 20 maiores exportadores para os Estados Unidos responderam por cerca de 85% das importações norte-americanas de bens em 2025 e no acumulado de janeiro a maio de 2026. O Brasil ficou em 17º lugar nos 2 períodos.
O levantamento ganha relevância depois de o governo Trump (Partido Republicano) ter anunciado na 5ª feira (23.jul.2026) tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 economias, incluindo o Brasil. O grupo corresponde a 85 países, porque a União Europeia é contada como uma única economia. A cobrança aos produtos brasileiros passa a valer nesta 6ª feira (24.jul) e se soma à taxa de 25% em vigor desde 4ª feira (22.jul), resultado de outra investigação comercial.
A alegação dos EUA é que os países afetados pelas novas tarifas de 12,5% se valem de “trabalho forçado” na produção de itens que depois são vendidos no mercado norte-americano com preços menores. Na visão do governo dos EUA, tal prática causa uma assimetria comercial a favor dos produtores brasileiros, que têm custos mais baixos por causa do “trabalho forçado”. O Brasil contesta esse argumento e diz que tem combatido de forma eficaz esse tipo de condição degradante de trabalho.
Na legislação brasileira, forçar alguém a trabalhar pode ser considerado, em alguns casos, “trabalho análogo à escravidão”.
