A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) abriu uma investigação para apurar as causas do incidente que provocou um incêndio em um trem e afetou a operação ferroviária em São Paulo, nesta quinta-feira (23). A comissão é formada por representantes da agência reguladora, da CPTM, da concessionária e da fabricante dos trens. A previsão é de que os trabalhos durem até 90 dias.
Segundo o diretor-presidente da Artesp, André Isper, a apuração será conduzida em conjunto pelos integrantes da comissão e ainda não é possível afirmar as causas do acidente. A investigação vai analisar registros operacionais, imagens, dados técnicos e possíveis falhas no sistema.
Porém, imagens e evidências fotográficas já permitem afirmar que houve um curto-circuito no pantógrafo do trem. O problema provocou um incêndio, derrubou os sistemas de sinalização e energia da via e afetou a operação das linhas 11-Coral e 13-Jade.
“O que podemos dizer, objetivamente, é que houve um curto-circuito no pantógrafo e isso provocou um incêndio que derrubou a sinalização e a energia da linha”, afirmou.
As causas do curto-circuito ainda são desconhecidas. Entre as hipóteses estão uma possível sobrecarga, falhas em equipamentos da subestação, o tempo de resposta do sistema ou problemas relacionados ao próprio trem.
“Qualquer afirmação aqui seria muito precipitada.
