As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já começam a exigir mudanças no planejamento financeiro de parte do agronegócio.
Para o colunista do Canal Rural e ex-presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, os impactos não serão iguais para todas as cadeias, mas produtores diretamente expostos ao mercado americano precisam agir desde já para preservar a saúde financeira dos negócios.
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Segundo ele, as tarifas inicialmente anunciadas em 25% já representam um impacto estimado de R$ 4,6 bilhões para o agro brasileiro. A sobretaxa de 12,5%, entretanto, precisa ser analisada com mais calma.
Três medidas imediatas para o produtor
Na avaliação de Ribeiro, produtores inseridos nas cadeias afetadas devem adotar três medidas prioritárias.
A primeira é mapear com precisão o grau de exposição ao mercado americano. Isso inclui identificar quanto da receita depende, direta ou indiretamente, das exportações para os Estados Unidos, seja por meio de cooperativas ou tradings.
O especialista também recomenda verificar a existência de contratos de venda futura ou de Cédulas de Produto Rural (CPRs) firmados antes da imposição das tarifas, já que a nova realidade pode alterar significativamente as condições esperadas de comercialização.
