O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) confirmou, na quinta-feira (23), a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% contra 60 países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de que essas nações teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado. O colunista do CNN Money Gilvan Bueno explica, ao CNN Novo Dia, os riscos do Brasil usar a reciprocidade contra a taxação americana.
A medida somou-se à sobretaxa de 25% já vigente desde 22 de julho, gerando uma tributação cumulativa de 37,5% sobre grande parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Segundo apuração nos bastidores do Palácio do Planalto, a sobretaxa de 12,5% já era esperada pelo governo brasileiro, diferentemente da tarifa de 25%, que em algum momento auxiliares do Planalto acreditavam poder ser revertida.
Por isso, a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República já estava preparada e foi divulgada rapidamente após o anúncio americano.
Na nota oficial, o governo brasileiro rechaçou o novo tarifaço e acusou o governo norte-americano de manipular a pauta de direitos humanos para justificar medidas protecionistas.
O documento afirma que, “na ausência de base legal interna para sustentar a política comercial protecionista dos Estados Unidos, o USTR optou por manipular temas caros aos direitos humanos e aos trabalhadores para acusar esses países de práticas desleais”.
