Mais do que o aumento da carga tarifária, a nova investigação dos Estados Unidos sobre trabalho forçado pode alterar a competitividade das exportações brasileiras.
Segundo análise do sócio da BMJ Consultores Associados e ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a principal diferença da medida está na forma como o Brasil foi enquadrado em relação a outros países, o que tende a favorecer concorrentes em diversos segmentos do comércio internacional.
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Brasil não foi acusado de usar trabalho forçado
Barral destaca que a investigação não conclui que produtos brasileiros sejam fabricados com trabalho forçado.
O fundamento da decisão é outro: na avaliação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil não possui nem aplica mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas nessas condições.
Essa característica diferencia a investigação das discussões comerciais anteriores envolvendo o país e insere o Brasil em um grupo de economias sujeitas à tarifa integral de 12,5%.
Concorrentes saem na frente
Na avaliação do especialista, o maior impacto tende a ocorrer porque diversos concorrentes do Brasil receberam tratamento tarifário mais favorável.
