O café brasileiro está fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos em duas investigações distintas conduzidas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Com isso, o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) estima que cerca de US$ 2,5 bilhões em exportações anuais de café para os Estados Unidos, o maior mercado consumidor do mundo, ficam protegidos de taxas.
Segundo Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, a atuação da National Coffee Association, foi essencial.
A entidade que representa as indústrias norte-americanas participou, como parte interessada, da audiência pública referente à investigação que envolveu os 60 países. Um processo de caráter governamental do qual, segundo ele, o governo brasileiro não participou.
Para sustentar a defesa do setor diante das alegações de trabalho forçado que motivaram a investigação mais ampla, o Cecafé reuniu dados de fiscalização de campo dos últimos anos, somando mais de 58 mil ações, das quais menos de 1% teve relação com problemas associados a direitos humanos.
Matos citou ainda a evolução da chamada “lista suja” do trabalho escravo, hoje com pouco mais de 40 nomes, redução de 25,4% desde janeiro, atribuída a iniciativas como o Pacto do Trabalho Decente e o Programa Trabalho Sustentável, além da capacitação de mais de 600 técnicos multiplicadores voltada à formalização correta da mão de obra no campo.
