Os Estados Unidos e a Arábia Saudita assinaram um acordo histórico que, segundo relatos, poderá permitir que o reino do Golfo enriqueça urânio internamente.
Ele é descrito como um "acordo de cooperação nuclear pacífica" que proporcionará "grande acesso para empresas americanas ao programa de energia nuclear da Arábia Saudita", segundo o Departamento de Energia dos EUA.
A Arábia Saudita desenvolverá um programa nuclear civil nos termos do acordo, cujo texto integral não foi divulgado. O urânio enriquecido pode ser usado como combustível para usinas nucleares, mas também para a fabricação de bombas nucleares.
Especialistas afirmam que existe o risco de futura proliferação nuclear em uma região já instável.
A questão nuclear tem estado no centro do conflito entre os EUA e Israel com o Irã, que já dura meses. As duas nações afirmam que uma das razões pelas quais atacaram o Irã foi para impedir que o país desenvolvesse uma arma nuclear, algo que Teerã nega ter planos de fazer.
Será permitido aos sauditas enriquecer urânio?
Se as notícias veiculadas pela mídia americana forem confirmadas, o acordo nuclear com a Arábia Saudita será uma rara exceção.
Os Estados Unidos possuem o que denominam "acordos de cooperação nuclear pacífica" com cerca de 50 países, segundo o Departamento de Energia americano. Tais acordos permitem a transferência de materiais nucleares, incluindo combustível, reatores e tecnologia, bem como pesquisas conjuntas.
