Um dos quatro centros de distribuição da Wildberries atingidos nos ataques. A unidade de Nevinnomyssk foi atacada na madrugada de quarta-feira (22/7)
REUTERS
Em poucos dias, drones ucranianos atingiram vários centros de distribuição da Wildberries, a maior varejista online da Rússia, causando prejuízos a um grande número de pequenas e médias empresas.
Depois de meses atacando depósitos e refinarias de petróleo, a Ucrânia afirma que agora passou a mirar centros logísticos usados para comprar equipamentos militares, numa tentativa de interromper o abastecimento do Exército russo.
Mas a ofensiva também afetou centenas de vendedores russos que dependem de mercados virtuais (como a Amazon ou o Mercado Livre) para vender e sobreviver, fazendo a guerra chegar mais perto da rotina de muitos deles pela primeira vez em quase quatro anos e meio.
"Sou mãe de uma criança com deficiência e construí esse negócio sozinha", escreveu uma mulher em uma publicação repleta de palavrões nas redes sociais que acabou viralizando.
"Perdi 1 milhão de rublos [cerca de R$ 65 mil]... Como se já não estivéssemos sendo ferrados de todos os lados."
No primeiro ataque da Ucrânia contra a Wildberries, no fim de semana, dois centros de distribuição foram atingidos: um deles em Elektrostal, a leste de Moscou, e outro em Kotovsk, na região de Tambov, a cerca de 400 km da fronteira com a Ucrânia.
Sete funcionários que trabalhavam no turno da noite morreram em Kotovsk, e outro morreu em Elektrostal.
Por que a Ucrânia tem atacado a 'Amazon russa'
