Uma das perguntas mais frequentes sobre saúde e tecnologia finalmente tem uma resposta mais sólida. Um novo estudo analisou 63 pesquisas publicadas entre 1994 e 2022 e não encontrou nenhuma associação entre o uso de celular e câncer no cérebro, na cabeça ou no pescoço, segundo artigo publicado no New Zealand Medical Journal.
O resultado se manteve independentemente de quanto tempo a pessoa usava o celular por dia ou há quantos anos ela o utilizava, incluindo pessoas com mais de dez anos de uso contínuo.
Por que essa preocupação existe
O medo tem raízes históricas, de acordo com o The Conversation. Durante a Guerra Fria, quando micro-ondas e televisores chegaram às casas, surgiram as primeiras dúvidas sobre os efeitos da radiação eletromagnética na saúde. O episódio mais marcante foi a suspeita de que a União Soviética teria usado sinais eletromagnéticos para irradiar funcionários da embaixada americana em Moscou, um dos quais desenvolveu leucemia.
O raciocínio que alimentou o medo é compreensível: se formas de alta energia de radiação eletromagnética (como os raios X) podem causar câncer, será que as ondas de rádio dos celulares também poderiam?
A resposta curta é não. As ondas emitidas por celulares estão na extremidade mais fraca do espectro eletromagnético, com a menor energia e o maior comprimento de onda. Elas são fisicamente incapazes de danificar o DNA da forma que raios X e radiação ionizante fazem.
