Mesmo sob a ameaça de seca extrema e comprometimento de um dos principais corredores logísticos de exportação de grãos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desautorizou a retirada emergencial de sedimentos no rio Tapajós (PA), que pode ter sua navegabilidade duramente afetada pelo “Super El Niño” nos próximos meses.
Em uma reunião no Palácio do Planalto entre representantes de diversos ministérios e representantes de povos indígenas na região, ocorrida nesta quinta-feira (23) à tarde, Lula contrariou seus auxiliares e decidiu não acatar as recomendações de iniciar imediatamente a dragagem de manutenção do rio.
Segundo relatos feitos à CNN, lideranças das comunidades locais ameaçaram fazer protestos e escalar o tom contra as obras, em pleno calendário eleitoral.
O governo participou em peso da reunião, com a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, liderando as discussões. Ministério dos Transportes, MPor (Portos e Aeroportos), MME (Minas e Energia), Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) também participaram.
