Em 24 de agosto de 79 d.C., a cidade romana de Pompeia enfrentou uma das maiores catástrofes naturais da Antiguidade após a erupção do vulcão Vesúvio. Pesquisas arqueológicas indicam, porém, que a destruição não atingiu todos os habitantes da mesma forma.
Estudos apresentados por especialistas ligados à nova série da National Geographic, “Pompeii: Out Of Time”, apontam que milhares de pessoas conseguiram abandonar a cidade antes do avanço dos fluxos piroclásticos. Entre os sobreviventes pode estar Julia Felix, empresária que teria organizado a saída de seu estabelecimento antes do soterramento.
A investigação arqueológica também questiona a ideia de que as mulheres romanas tinham pouca participação econômica e social. Evidências encontradas em Pompeia mostram que elas atuavam como proprietárias, trabalhadoras e integrantes de diferentes setores da sociedade.
Evidências arqueológicas recontam os últimos dias de Pompeia
Durante muito tempo, a imagem mais difundida sobre Pompeia foi a de uma cidade inteira destruída instantaneamente pela erupção do Vesúvio. A arqueóloga Caitie Barrett explica que essa interpretação não corresponde completamente ao registro encontrado no local, já que as evidências apontam para uma evacuação significativa antes da fase mais violenta do desastre.
O número exato de mortos continua desconhecido, mas os vestígios analisados indicam cerca de 2 mil vítimas identificadas.
