O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou nesta quinta-feira (23) que o crime organizado nunca esteve em um nível tão alto no país.
Durante a “Conferência de Consenso”, evento que reuniu diversas autoridades brasileiras e italianas no Ministério Público paulista, o procurador-geral reforçou que o único caminho para o combate ao crime organizado é a cooperação internacional.
“A criminalidade organizada em nosso país já ganhou um caráter transnacional. As facções que operam em território nacional podem ser classificadas como organizações mafiosas“, afirma.
O procurador ainda enfatizou que o crime organizado é uma das maiores ameaças à democracia.
Para Lincoln Gakiya, promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente (SP), tanto o PCC (Primeiro Comando da Capital) quanto o Comando Vermelho são máfias, sendo a facção paulista já estabelecida na Europa.
“Trata-se de uma cadeia logística. Estamos diante de uma economia criminosa em expansão contínua”, explicou Gakiya, reforçando a aliança entre o PCC e a ‘Ndrangheta, organização mafiosa da Calábria, como prova do caráter transnacional da facção.
Gakiya ainda destacou a infiltração das facções criminosas na política. “Não existe crime organizado em qualquer lugar do mundo sem estar de braços cruzados com a corrupção“.
