EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea A trégua negociada entre EUA e Irã em junho já era. Com a troca cada vez mais intensa de bombardeios, drones e mísseis, a questão já não é mais se a guerra foi retomada, e sim se o conflito está se transformando em uma disputa sem prazo para terminar, que nenhum dos lados pode vencer. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Pode ser mais uma "guerra sem fim", afirma Kelly Grieco, pesquisadora sênior do centro de estudos Stimson Center, sediado em Washington. O termo descreve conflitos que se arrastam por anos, com ações militares recorrentes e sem uma solução política duradoura. "Você acaba adotando uma abordagem de 'aparar o gramado', na qual as capacidades do Irã crescem até determinado nível. Então você decide que não está disposto a tolerar esse grau de ameaça e volta a realizar uma nova rodada de ataques com mísseis e bombardeios. E depois repetimos esse ciclo indefinidamente", explica. A aviação militar dos EUA intensificou os ataques contra alvos em todo o Irã, que, por sua vez, segue atacando posições americanas e aliados regionais. As forças iranianas atingiram locais em vários países do Golfo e voltaram a interromper a navegação no Estreito de Ormuz, por onde antes passava cerca de um quinto do petróleo e gás exportados ao mundo.
Irã é a próxima 'guerra sem fim' dos EUA?
