Ao WW, o editor-chefe da Americas Quarterly, Brian Winter, afirmou em entrevista que as tarifas aplicadas pelo governo do presidente americano, Donald Trump, ao Brasil fazem parte de um processo de “inércia burocrática” e que elas têm “vida própria”.
Segundo ele, é difícil precisar quando Donald Trump ouviu pela última vez a palavra “Brasil”, sugerindo que talvez tenha sido durante a visita de Flávio Bolsonaro ao Salão Oval, semanas antes.
Origem das tarifas e o processo da Seção 301
O processo que resultou nas sobretaxas ao Brasil teve início com uma decisão política em julho de 2025, quando Trump anunciou o primeiro tarifaço. Após recuar da medida inicial, o processo da chamada Seção 301 permaneceu em curso.
“Eles têm vida própria”, afirmou Winter, explicando que a investigação continuou com seus próprios ideólogos empenhados em erguer barreiras comerciais para diversos países.
Foi por isso, segundo ele, que o Brasil figurou entre os primeiros a ser atingido pela tarifa da Seção 301, seguido pelo Canadá, que também foi alvo de uma tarifa originada em processo iniciado anteriormente.
Improviso e dinâmica da corte real
Brian Winter destacou ainda que há sempre um grau de improviso misturado às decisões do governo Trump. Ele citou o livro Regime Change, escrito pelos repórteres do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan, que relata os bastidores do chamado “Dia da Libertação”.
