O anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve elevar para 37,5% a carga sobre setores como máquinas, calçados, autopeças, têxteis e confecções, segundo o ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. A medida combina a nova alíquota adicional de 12,5% anunciada nesta 5ª feira (23.jul.2026) com a tarifa anterior de 25%.
O diretor superintendente e presidente emérito da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel, afirmou que a decisão representa um novo obstáculo para as empresas brasileiras e reduz a capacidade de competição no mercado norte-americano.
Pimentel declarou que os 25% já aplicados aos produtos brasileiros tiveram impacto maior porque atingiram só o Brasil, enquanto a nova cobrança também alcança outros países. Os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras de produtos têxteis e de confecção.
O diretor afirmou que a nova tarifa fortalece a posição dos fabricantes norte-americanos diante dos produtos importados e compromete a previsibilidade das relações comerciais entre os países.
Pimentel declarou que os Estados Unidos têm aproximadamente US$ 300 bilhões em investimentos no Brasil e que empresas brasileiras mantêm cerca de US$ 30 bilhões em investimentos no mercado norte-americano.
