O PL (Partido Liberal) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o ICL (Instituto Conhecimento Liberta). A legenda afirma que a empresa utiliza sua estrutura corporativa e recursos financeiros para realizar propaganda eleitoral antecipada e negativa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Leia a íntegra da representação (PDF – 824 kB).
Segundo a ação apresentada pelos advogados do PL, o ICL estruturou uma operação coordenada nas redes sociais para promover o documentário “Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um”, lançado nesta 5ª feira (23.jul.2026).
O documento esclarece que a ação não busca censurar a obra, impedir o exercício do jornalismo nem proibir a exibição do documentário, mas impedir a prática de propaganda eleitoral antecipada irregular e a utilização de uma estrutura corporativa e grupos de mensagens da empresa com o objetivo de interferir politicamente nas eleições.
GRUPOS NAS REDES SOCIAIS
Na petição, o partido afirma que houve práticas de “estímulo a interações em perfis institucionais”, induzindo usuários a comentar publicações para obter acesso a conteúdos e redirecionando-os a grupos oficiais de WhatsApp. De acordo com o documento, a rede contaria com pelo menos 200 grupos criados e administrados pela pessoa jurídica, alcançando mais de 160 mil pessoas.
