O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de um novo tarifaço contra mais de 80 países, entre eles o Brasil. O argumento utilizado é o de que essas nações teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado.
O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) confirmou a medida nesta quinta-feira (23).
Com a nova determinação, o Brasil passa a enfrentar uma taxa adicional de 12,5% sobre determinadas exportações para o mercado americano. Segundo a correspondente da CNN em Washington Mariana Janjácomo, as novas tarifas atingem praticamente todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, representando 99,4% das importações americanas.
As novas tarifas substituem a chamada tarifa global de 10% que havia sido imposta com base na Seção 122, mecanismo que permitia aos Estados Unidos taxar outros países com base em diferenças na balança comercial.
Essa justificativa, no entanto, já havia sido amplamente questionada, e o prazo de vigência da Seção 122, limitado a 150 dias sem aprovação do Congresso, expirava na madrugada desta quinta-feira.
“Já havia a expectativa de que Donald Trump encontraria um outro mecanismo para continuar tarifando todos esses parceiros comerciais”, afirmou Mariana Janjácomo.
O novo instrumento utilizado é a Seção 301, que permite a aplicação de tarifas sob o argumento de que os países afetados não possuem normas suficientes para impedir a circulação de bens produzidos com trabalho forçado.
