A investigação sobre o acidente da Voepass, em 2024, conduzida pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), sinalizou que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) identificou fragilidades na companhia aérea, mas não usou adequadamente essas informações no gerenciamento dos riscos da empresa. A avaliação foi apresentada nesta 4ª feira (23.jul.2026) pelo tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, em Brasília.
A atuação da agência reguladora foi classificada como um dos 19 fatores que contribuíram para o acidente com o voo 2283, que deixou 62 mortos em Vinhedo (SP). O relatório afirma que as falhas de tratamento e monitoramento das informações permitiram que a companhia continuasse operando apesar da degradação de seus níveis de segurança. Eis a íntegra do documento (PDF – 18 MB).
O Cenipa afirma que a Anac identificou, de janeiro de 2022 a agosto de 2024, uma série de irregularidades relacionadas às operações e à manutenção da Voepass. No período, a agência realizou inspeções mensais de rampa, auditorias nas bases principal e secundárias, inspeções de vigilância de voo e ações específicas sobre a organização de manutenção.
Os relatórios da Anac chegaram a afirmar que a Voepass adotava práticas não aceitáveis para a segurança operacional, que o sistema de supervisão continuada da manutenção não funcionava adequadamente e que havia risco iminente para a operação.
