Durante décadas, cirurgiões dependeram de telas externas para consultar exames em tempo real, um vaivém de olhar que interrompe o foco na cirurgia e exige memória visual apurada.
A realidade aumentada (RA), conceito desenvolvido nos anos 1990 e popularizado nas últimas décadas, muda essa lógica: tomografias e ressonâncias passam a ser projetadas diretamente no campo de visão do médico, como uma camada de informação sobre o corpo do paciente.
A adoção da ferramenta cresce rápido. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o mercado global de realidade aumentada em saúde soma US$ 1,91 bilhão em 2026 e deve chegar a US$ 6,13 bilhões até 2031, puxado pelo planejamento cirúrgico.
Apesar do sucesso, a tecnologia ainda enfrenta limitações. Sistemas de RA exigem hardware especializado, treinamento da equipe médica e aprovação regulatória. Erros de alinhamento entre a imagem virtual e a anatomia real também comprometem a precisão.
Confira a seguir como a tecnologia funciona, quais cirurgias já a utilizam, os benefícios e riscos documentados por estudos e hospitais, e o que já foi feito no Brasil.
Realidade aumentada na medicina: como funciona?
Na prática, a realidade aumentada funciona como uma espécie de “visão de raio-X”: o cirurgião passa a ver, sobre o corpo do paciente, imagens de tomografias e ressonâncias alinhadas em tempo real, o que facilita a identificação de estruturas internas durante a cirurgia.
