Após duas semanas de uma nova campanha de bombardeios contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insiste que o país do Oriente Médio está “desesperado” para pôr fim ao conflito.
No entanto, tanto a CIA quanto a Agência de Inteligência de Defesa dos EUA avaliaram recentemente que o tipo de bombardeio que o país está realizando dificilmente alterará a posição de negociação iraniana, segundo duas autoridades americanas a par dessas avaliações.
Paralelamente, o principal mediador entre os dois lados, o Catar, ameaçou abandonar as negociações depois que o Irã atacou um navio-tanque catariano no início deste mês.
Isso representaria uma perda devastadora e possivelmente irreparável para os esforços diplomáticos, segundo duas fontes do governo americano.
O Estreito de Ormuz, uma via econômica vital, permanece em grande parte bloqueado depois que o Irã insistiu em ter autoridade para controlar o tráfego, impondo seu poder por meio de ações esporádicas com drones e ameaças de minas.
Essa conjunção de eventos deixou Trump com poucas boas opções.
Ele poderia, por exemplo, escalar o conflito enviando tropas terrestres, uma ameaça que fez repetidamente ao falar sobre ocupar a Ilha de Kharg ou remover o urânio altamente enriquecido do Irã.
