A aeronave da Voepass que caiu em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, não deveria ter decolado na manhã do acidente, segundo as conclusões da investigação conduzida pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). A avaliação foi apresentada nesta 4ª feira (23.jul.2026) pelo tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, em Brasília.
“O horário que o PS-VPB decolou de Cascavel, 11h58, não poderia ter sido despachada a aeronave nesse horário, em virtude da falha do limpador do para-brisa”, afirmou Fróes durante a apresentação.
Poder360 – 23.jul.2026
Coronel Fróes durante apresentação sobre o acidente da Voepass em Vinhedo
De acordo com o relatório, o avião foi despachado com 10 itens registrados na MEL (sigla em inglês para Lista Mínima de Equipamentos). O mecanismo permite que uma aeronave opere temporariamente com determinados equipamentos inoperantes, desde que sejam cumpridas restrições técnicas, operacionais e de prazo.
Um dos equipamentos em pane era o limpador do para-brisa. A MEL proibia a decolagem quando houvesse previsão de chuva no intervalo de uma hora antes a uma hora depois do horário marcado para a partida. A mesma restrição valia para a chegada ao destino e ao aeroporto alternativo. Segundo o Cenipa, as condições meteorológicas existentes no momento impediam o despacho da aeronave às 11h58.
“A aeronave não poderia ter previsão de decolagem se houvesse previsão de chuva uma hora antes e uma hora após a previsão da decolagem.
