Janet Yellen, ex-secretária do Tesouro dos EUA (2021–2025) e ex-presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), afirmou nesta 5ª feira (23.jul.2026) que a inteligência artificial ainda não trouxe ganhos relevantes de produtividade para a economia. Segundo ela, por enquanto, seus efeitos são mais inflacionários. A declaração foi dada no painel “Perspectivas Econômicas dos EUA e Globais: Desafios de curto prazo e tendências de longo prazo” na Expert XP 2026, em São Paulo.
“Ainda não estamos vendo evidências de qualquer melhora significativa na produtividade agregada, embora a IA esteja claramente tendo impacto em alguns setores, e também não estamos vendo evidências de pressões desinflacionárias. Em vez disso, há outro conjunto de efeitos da IA sobre a economia que estamos vendo se refletir em impactos inflacionários”, afirmou ao lado de Caio Megale, economista-chefe da XP.
Yellen comparou o atual estágio da inteligência artificial ao avanço da internet na 2ª metade da década de 1990. Segundo ela, o então presidente do Fed, Alan Greenspan, defendeu que o aumento da produtividade permitiria manter os juros sem alta, mesmo diante da queda do desemprego. Apesar do ceticismo na época, a revisão posterior dos dados confirmou que ele estava certo.
“Quando as estatísticas foram revisadas, ficou claro que o crescimento da produtividade realmente havia aumentado de forma significativa, e ele estava certo. A economia não apresentou problemas.
