Logo após o anúncio pelos Estados Unidos do novo tarifaço, o governo Lula decidiu anunciar o uso da Lei da Reciprocidade como forma de pressão, mas não vai deixar a mesa de negociações. Segundo fontes da equipe presidencial, a Lei da Reciprocidade será usada para discutir medidas que possam ser adotadas contra o tarifaço dos Estados Unidos, mas isso será usado em propostas de negociações com o governo Donald Trump. "Não queremos sair da mesa de negociações, vamos insistir, mas diante do novo anúncio de tarifas, elevando a tarifa para 37,5% para vários produtos, precisávamos mandar um recado para o governo Trump. Agora, vamos começar a analisar o que pode ser feito com a Lei da Reciprocidade e propor negociações com os Estados Unidos", relatou ao blog um assessor presidencial. O empresariado tem pedido ao governo para não usar a Lei da Reciprocidade e insistir nas negociações. A princípio, o presidente Lula estava seguindo o pedido dos empresários. Agora, porém, avalia que precisa reagir como forma de pressão. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esperavam, desde os últimos dias, o anúncio do novo tarifaço, confirmado nesta quinta-feira (23) pelo governo do presidente Donald Trump. Nesse novo tarifaço, de 12,5%, o entendimento dos EUA é o de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao coibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas sob trabalho forçado.
Tarifaço: governo vai usar Lei da Reciprocidade como pressão e vai insistir em negociações
