O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (23) que impôs ao Brasil e a outros 59 países tarifas de 12,5% em virtude da suposta ineficiência dessas nações no combate a trabalho forçado em transações internacionais, o que, na visão da Casa Branca, prejudica a economia norte-americana.
As novas alíquotas entram em vigor à 0h01 de sexta-feira (24), no horário de Washington. A penalidade deve se somar à cobrança de 25% que também será imposta a alguns produtos brasileiros no âmbito da Seção 301, caso do etanol.
Em relação à nova tarifa, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que “falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Contudo, a Casa Branca anunciou que não serão todos os produtos que sofrerão a nova taxa, ficando de fora itens que atendam a critérios considerados estratégicos para a economia e para os objetivos da investigação, tais como:
Matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;
Produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;
Itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;
Produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; e
Produtos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa…
