A carne bovina brasileira, além de couros, peles e outros subprodutos de origem animal, ficou fora da sobretaxa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos no âmbito das medidas relacionadas às investigações da Seção 301 sobre trabalho forçado.
A exclusão foi confirmada após o USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos) publicar os anexos com os produtos que não serão atingidos pela nova cobrança. Embora o Brasil estivesse incluído entre os países sujeitos à tarifa adicional, os principais produtos da cadeia pecuária nacional foram preservados.
Com a decisão, a carne bovina brasileira continuará seguindo o regime comercial já existente com os Estados Unidos, incluindo o sistema de cotas tarifárias. Fora do limite estabelecido, as exportações seguem sujeitas às tarifas previstas atualmente.
Além da carne, os couros bovinos, peles e outros couros de origem animal também foram retirados da lista de produtos tarifados. A medida atende a demandas de setores americanos, como as indústrias automotiva e de calçados, que utilizam o couro brasileiro como matéria-prima.
Também ficaram isentos insumos e subprodutos de origem animal destinados à fabricação de rações para bovinos, aves, animais de estimação e aquicultura.
Produção e exportações recordes redefinem a pecuária brasileira
