A próxima geração das comunicações móveis, o 6G, entrou oficialmente na sua fase de padronização formal, etapa na qual empresas, pesquisadores e organismos internacionais passam a definir as especificações técnicas que servirão de base para equipamentos e redes compatíveis em todo o mundo. A expectativa da indústria é que as primeiras implantações comerciais ocorram por volta de 2030.
Esta é a etapa em que a tecnologia deixa de existir apenas nos laboratórios e começa a ganhar forma na indústria global. A partir de agora, pesquisadores enfrentam o desafio de transformar conceitos e protótipos em equipamentos viáveis para o mercado, em um processo de filtro e consolidação técnica que definirá quais soluções chegarão aos celulares e redes comerciais e quais permanecerão apenas no campo da pesquisa.
O 6G começou a ser desenvolvido muito antes de chegar ao mercado
Embora o início das operações comerciais esteja previsto apenas para o fim da década, as pesquisas sobre o 6G começaram há anos. Luciano Leonel, coordenador do Centro de Competência Embrapii Inatel em Redes 5G e 6G (xGMobile), explicou ao Olhar Digital que os estudos do ecossistema técnico tiveram início ainda em 2019, período em que o 5G dava seus primeiros passos de implantação em diversos países.
Essa parte de padronização é extremamente importante, porque é o momento em que a rede 6G começa de fato a nascer.
