Carlos Daltozo, engenheiro de produto na Bridgewise, fintech israelense que aplica inteligência artificial à análise de mais de 50.000 ativos em 110 países, afirmou, nesta 5ª feira (23.jul.2026), que as empresas de análise de mercados de ativos buscam cada vez mais inteligências artificiais “especializadas” e fogem das “genéricas”. A declaração foi dada no painel “Analistas vs. IA: qual o futuro do Research?”, na Expert XP 2026, em São Paulo.
“O que eu tenho visto muito, estando dentro dessa indústria, é cada vez mais as instituições buscando IAs especializadas em determinados assuntos, fugindo das IAs genéricas, que hoje a gente sabe que têm uma taxa de alucinação muito alta. Isso em termos de investimento é muito prejudicial”, afirmou o engenheiro de produto da Bridgewise ao lado de Thiago Kapulskis, gestor de ações de tecnologia globais na São Pedro Capital, e Raphael Figueredo, estrategista de renda variável da XP Inc.
Carlos Daltozo citou casos em que o ChatGPT, da OpenAI, apresentou “alucinações” ao responder questões especializadas nas áreas de direito, medicina ou investimentos. Segundo ele, esse é o motivo de as IAs verticalizadas, focadas em resolver problemas dentro de um setor ou nicho de mercado específico, estarem sendo mais escolhidas.
“Então, as pessoas estão usando as genéricas como se fossem uma maneira de resolver questões jurídicas, médicas ou de investimento, e elas ainda não são preparadas para isso, não são próprias para isso.
