Um acordo entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, que permite ao reino construir reatores nucleares utilizando tecnologia norte-americana e enriquecer urânio, alimentou temores em Israel de que se inicie uma corrida armamentista no Oriente Médio.
O acordo, que ainda precisa da aprovação do Congresso dos EUA e foi anunciado na quarta-feira (22), tem como objetivo permitir que os sauditas desenvolvam um programa nuclear civil.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seus ministros da Defesa e das Relações Exteriores ainda não se pronunciaram sobre o acordo, que, segundo os críticos, compromete os interesses de segurança de longo prazo de Israel.
“O acordo nuclear que está sendo fechado com a Arábia Saudita, sem o conhecimento de Israel, é uma grave falha estratégica que coloca em risco nossa segurança”, afirmou o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, que busca derrotar Netanyahu nas eleições de 27 de outubro.
O ex-ministro da Defesa de Israel Avigdor Lieberman afirmou que “o programa nuclear civil na Arábia Saudita resultará em armas nucleares e levará a uma corrida armamentista insana em todo o Oriente Médio”.
Israel, que é amplamente considerado como detentor do único arsenal nuclear da região, deve se opor ao acordo e pressionar o Congresso dos EUA para impedi-lo, disse ele.
