O Head de Alocação da XP Investimentos, Rodrigo Sgavioli, afirmou nesta 5ª feira (23.jul.2026), em entrevista ao Poder360 durante o evento Expert XP 2026, que o cenário global mais fragmentado muda a composição das carteiras. De acordo com ele, será necessário se adaptar à maior volatilidade.
“O investidor vai ter que se questionar sobre o que é risco. Para a pessoa física, o risco sempre foi entendido como oscilações no curto prazo. Agora, risco passa a ser a chance de não atingir seus objetivos patrimoniais, mesmo que, para isso, seja necessário tolerar mais riscos, mais oscilações e mais volatilidade”, declarou.
Segundo Sgavioli, o investidor não poderá concentrar sua poupança só em aplicações atreladas ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), porque elas podem não oferecer retorno acima da inflação em horizontes de 10 ou 20 anos.
Diante desse cenário, Sgavioli disse que a recomendação é priorizar títulos que protejam contra a inflação, como os indexados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), além de ativos ligados à economia real, por exemplo, ações. Embora esses investimentos oscilem mais no curto prazo, tendem a garantir melhor retorno no longo prazo.
No Brasil, o investidor deve ser ainda mais cauteloso, segundo o especialista da XP. O mercado é mais sensível a fatores específicos do país. Nos Estados Unidos, o ambiente regulatório é mais robusto.
MUNDO FRAGMENTADO
Segundo Sgavioli, há vários indícios de que o mundo já mudou.
